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Poesia I do meu terceiro livro.

 Direi as palavras mais doces nessa noite.

Minha vida é torta

Meu andar, é desengonçado 

Não olho para onde ando

Sou um trem sem trilhos

Nada irá me guiar.


escureço o caminho alegre das pessoas

Os estranhos fogem de minha presença

Não entendo o por que

  • O que fiz?

O monstro nunca entende sua monstruosidade.


Sou complexo

Nada será fácil de se entender

Não me faço de difícil

Nasci assim.

Nada sou

Nada fui

Nada serei.


Tenho desdenho por essa contemporaneidade.

o homem e a sociedade

Forma-se um belo casal

Bonnie e Clyde.

Matam os depressivos, os esquizofrênicos, os autistas, os bipolares

São estes que tentam fazer a revolução

Mas como toda, tudo dá errado.


Quero um canto de ida

Não quero lágrimas vãs em meu enterro

Tudo é falso, até na morte

Escutei desde do meu nascer até no meu morrer:

  • Nunca amou ninguém

Verdade, pois ninguém me amou

Fui aberto até a juventude

Agora ando no infinito…

Sem saída.


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