Pular para o conteúdo principal

Vidas vividas por Fausto Modigliani ( Conto VI)

 

Por que não posso viver em paz?

Estou muito assustado, ansioso

Por que? Por que algo sempre me assombra?

Por que não posso ser como os demais?

Por que Oscar Wilde? Por que Dorian Gray?

Por que meu mundo sempre tem que ser feio?

Por que a vida não é como os sonhos?

Por que uma coisa não fica em cada lugar?

Por que o sonho não fica no sonho e os demais ficam nos demais

Por que tudo se mistura? Por que tudo se funde?

Por que o louco sempre tem que ser eu?



Questões e mais questões, o sonho, mistura com a realidade, estar ao lado, tranquilo e calmo...

De repente, pega fogo nossa casa e estamos sós, separados

Sonhos... dizem algo? Não sei, maior problema não é ter ciência do que escreve.

Desespero do escritor é estar diante da folha em branco e ela clamar pela tua angústia e tristeza, que marque a sua pele com minha desgraça.



Por que o louco sempre tem que ser eu? É vitimismo? Drama? Aceita tua realidade, és tu apenas um, qualquer ou pior, nada.

Na sala fria dos professores, sinto a angústia de perde-la, queria dizer para as obrigações, vão para puta que pariu, mas não irei perder a oportunidade dada, mas a tristeza me domina, me consola e diz: Teu caminho não é com ela, é comigo e a solidão.



Um poeta menor já dizia, melhor amigo do poeta é a solidão, sem fogo, sem nada, realmente esse carinha devia saber de algo ou simplesmente e novamente, nada. Momentos de felicidade é sentir sua pele macia, cheirosa, meus cabelos finos, ondulados, sentir seus olhos me fuzilarem de amor, desejo e parece que esse ser supremo, lança angústia, culpa em nossas vidas e

Por que? Por que algo sempre me assombra?

Por que não posso ser como os demais?

Autismo? Uma doença? Aquilo lá? Depressão? Não, a normalidade em nossa sociedade é não ser normal, louco é aquele que não se vê um louco, que não consegue ver paixão, eu! Não vejo paixão em nada, na vida, no futuro, apenas ela, vejo como um amor, marcou/marca e ficará marcada em minha mente



Tua beleza é um princípio onírico, tantas vezes disse isso a você, não quero utilizar nenhum adjetivo, nenhum texto se não for para você, tudo é designado a você, faço textos como fossem canções, clamor para um Ser, és tu.



Faço dos teus braços o meu ninho, dos teus olhos o único horizonte onde eu queira me perder.



Essa beleza que não se explica, essa estrela derradeira que permanece acesa, mesmo quando fechos os olhos. És tu.



Declaro tudo, tristemente a realidade nos fode e deixa assim, arrasados, mas sempre irei querer teu bem, se o fim faz teu bem? Que haja, mas em minha mente não haverá fim e amor por ti nunca acabará, mas ficarei de mansinho, quietinho diante de tudo isso.






Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vidas vividas por Fausto Modigliani (Conto III)

                              soy un sueño que nada sueña      Escrevo esse texto me esvaindo de merda, não apenas pelo cu, mas sim pela minha mente, que infortúnio foi a semana, apenas Zappa e ela que me alegrou, o resto fora desespero, advogados malucos, orientadores masoks e outras perseguidoras. Não apenas isto, mas o peso da vida veio nessa metade do ano, antes me vira virtuoso, forte, intelectual, hoje, apenas encontro um louco escrevendo esse texto na cama.       soy un sueño que nada sueña     Todo e qualquer sonho acaba diante de ser exprimido por pessoas vazias e viver numa cidade vazia, caros leitores, não achem que sou um ser de respeito, na final, nunca serei, mas cada dia vejo que as pessoas estão mais semelhantes aos animais, da terra e das pedras, por quê? Não sei a exp...

Visões III

  T odo poeta é marginal desde que foi expulso da república de Platão. Poesia é para poucos, não para aquele passivo, idiota que entendeu que saiu da própria caverna pós ter dado o cu Poesia é para os nadas Os que importam com nada Por que se importa com prosa?  Pois ela sempre está em alta e sempre escrevem mal prosa A poesia tem seu privilégio Como não há mercado pra ela Ela sempre tá em alta, Ninguém deixa ela crise Camaradas, poetas nascem com o dom O resto tristemente é trabalho, um grandes esforço, Pra quê? Pra nada, já disse na estrofe passada Os que escutam esse poema, por favor caros Orem a deus, para não designar os futuros filhos de vocês A serem este que sou Vivo, escrevo por noites A esperança que tenho é por causa da escrita E a escrita só será trazida pela vida vivida Parem de estudar padrões literários  Nada serve pra nada Viver é muito perigoso Então vivemos logo o que deve ser vivido A discórdia, o Kaos, o Inferno  Tudo isso, em prol de uma grande i...

Visões IV

Quem pagará o enterro e as flores Se eu me morrer de amores? Quem estará comigo?  Quem será meu amor? Que idiota sou, dessa forma, clamando tua presença Teu cheiro, teu sorriso, teus olhos…  Fica comigo Se você for embora eu vou virar mendigo Eu não sirvo pra nada Não vou ser teu amigo Fique Fica comigo Não consigo pensar raciocinar, dialogar com outros Pareço um idoso francês atrás de uma espanhola de 18 anos Esse nervoso é que me mata Essa ausência, essa falta de você é que destrói É uma neurose Esse nervoso, essa vontade de partir, até você, destruir todas coisas que fiz, criei e construir o novo Parece até que nem sou eu que tô aqui Esse nervoso é uma porcaria Eu não queria nem nascer se não nascesse pra você Não queria nem pedir pra você ficar, pra num partir Esse nervoso é assim, um desbunde total Nem me faz bem, nem me faz mal Como podes? Achei que venci na vida Achei que já tinha sido campeão de algo, mas não Fui derrotado pelo amor, ansiedade de vê-la Como podes? O qu...